segunda-feira, 17 de maio de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Testamento de Joaquina Felisberta da Silveira.24-10-1845
Abertura do Livro de Testamentos de Rio Preto 22 de Fevereiro de 1847.
Arquidiocese de Juiz de Fora.
Pesquisa de Fátima Helena Oliveira de Araújo e Araújo. Em 03 de Setembro de 2009.
Juiz de Fora MG.
Registro do Testamento de D. Joaquina Felisberta da Silveira, folhas: 42- 43 e 44.
Em nome da Santíssima Trindade. Eu, Joaquina Felisberta da Silveira achando-me em meu perfeito juízo, mas temendo a morte como tributo infalível da vida humana, e querendo ordenar o meu testamento para depois de minha morte, faço-o da maneira seguinte:
1º Professo a Religião Católica Apostólica Romana em cuja crença nasci e espero morrer ,sou filha legítima do Capitão João Peixoto do Amaral e de sua mulher Anna Bárbara de Magalhães Silva, já falecidos, nascida e batizada na Freguesia de N. S. do Pilar de São João Del Rei, Bispado de Mariana.
2º Nomeio para meus testamenteiros os meus filhos Francisco Teresiano Fortes e Antonio Joaquim Fortes de Bustamante e Isabel Henriqueta Fortes em( ilegível) com seu marido Carlos Teodoro de Souza Fortes na sua ( ilegível) em que vão aqui nomeados dos quais rogo que queiram aceitar esta mª testamentária e ao que a cumprirão lhe deixo o tempo de seus anos para por carta em juízo.3º Na ocasião de meu falecimento meu testamenteiro mandará dizer para minha alma missa de corpo presente que forem possíveis e o meu enterro será feito e tudo mais à vontade de meus testamenteiros. 4º Logo depois de minha morte meu testamenteiro mandará dizer por minha alma cincoenta missas e mais vinte pela alma de meus pais, e mais vinte pela alma de todos os meus escravos,digo, pela alma de todos os meus parentes já falecidos e dez pela alma de todos os meus escravos e família já falecidos.5ª Deixo de esmola para obras da Matriz do Senhor dos Passos desta paróquia cincoenta mil reis. E a Capela de N.S. da Dores de São João del Rei para sua cera, trinta mil reis para o Altar de Nossa Senhora da Conceição da Matriz de São João, também para sua cera trinta mil reis , à Irmandade do santíssimo sacramentoda dita Matriz de São João del Rei cinquenta mil reis.6ªDeixo mais de esmola à Marianna, última filha de Albina Maria de Jesus, em São João, a quantia de cincoenta mil reis, as minhas tias e primas de nomes Maria Bárbara e Ana Perpétua, filhas do finado Marcelino José Vianna também de São João a quantia de cento e cincoenta mil reis repartidos entre elas igualmente. 7ª Os bens que eu possuo são os que se (ilegível) ao tempo do meu falecimento, e que meus testamenteiros bem sabem e entra os escravos que (cederei) uma terça na partilha amigável que fiz com meus filhos. Deixo forros ou livres os seguintes: Carlos crioulo Maria Angélica e seus filhos por nome Romarinho (?) e Maninho (?): meu testamenteiro lhes passará as cartas depois de minha morte (ilegível).
Declaração: Declaro que tenho atualmente vivos quatro filhos que são Francisco, Eleuteria, Antônio e Isabel, além de dois falecidos Joaquim e Carlos, cujos nascimentos se não foram de boa fé de legítimo matrimônio é impedimento e razão que não sou responsável, receberão em verdade todos e solenemente legítima a revalidação entrone aperfeiçoamento irmanado do Poder Competente e Supremo como melhor consta do Público Instrumento de Contrato e dos Regias Alvará de confirmação que existem no poder de cada um de meus filhos. 9º Declaro finalmente que na avançada idade em que me acho, e no último período de minha vida aqui apareceu um valente impostor que diz chamar-se José Floriano, cobrindo de injúrias a minha reputação e insultando a minha velhice e minha consciência, a inculcar-se filho meu: para com Deus que nos há de julgar eu lhe perdôo a injúria que me faz e para com o mundo declaro perante os Céus e a Terra que é uma calúnia e igual falsidade infame e juro aos Santos Evangelhos que não é meu filho, nem sei de quem o seja. 10º Cumpridas as minhas disposições, satisfeita e os meus legados instituo meus filhos acima mencionados como meus legítimos e universais herdeiros, e desta forma em acabado este meu testamento e declaração de última vontade , que vem com meu rogo escrito e assinado.E Tomé Dias da Silva Brandão em vinte e quatro dias do mês de outubro de mil oitocentos e quarenta e cinco.
Rogo da Ilma Semª D.Joaquina Felisberta da Silveira. Tomé Dias dos Santos Brandão. Segue a App---ração de estilo feito pelo 2º Tabelião de Valença, Jerônimo Máximo das Chagas Vianna com a sua------assinatura pública e de Tomé Dias dos Santos Brandão a rogo da testamentária, e dos cinco testemunhas da Lei.
Assina:Vigário Martiniano Teixeira Guedes.
domingo, 21 de junho de 2009
Documento onde há menção ao nome de Francisco Dionísio Fortes de Bustamante.
No seu segundo memorial, os índios pediam fôssem os terrenos demarcados na forma da lei, para que se evitassem novas violências e que sôbre as terras que excedessem fôsse imposto o pagamento de foros, exigidos àqueles que, futuramente, quisessem cultivar. Insistiam também os suplicantes — como se vê no documento acima — na nomeação de outro diretor dos índios, para a sua proteção e direção. Decorrido algum tempo, sem que tivesse qualquer solução o caso atinente à devolução das terras furtadas aos índios, os Coroados, por seu procurador Francisco Dionísio Fortes de Bustamante, novamente apelavam para a Sua Majestade: — “Senhor. Dizem os indios Coroados da aldêa de Valença, freguezia de Nossa Senhora da Gloria, entre o Rio Preto e Parahyba, comarca d’esta cidade e côrte que ha mais de 15 annos que os supplicantes foram aldeados por seu director o fallecido José Rodrigues da Cruz, de ordem de vossa magestade. “Era o districto que hoje occupam antiga morada dos supplicantes, e depois que reconheceram a vossa magestade por seu soberano foi-lhes demarcado terreno para cultivarem, e d’onde tirassem a sua subsistência; foram-lhes igualmente facilitados outros meios de dinheiros, viveres e tabaco de fumo, tudo á custa da real fazenda; mandaram-se-lhes abrir caminhos para o interior do sertão, e ultimamente tiveram a dita de lhes ser dado um parocho, para os instruir e guiar pelo caminho da fé e da religião como mostra o documento N. 1. “Tudo assim correu bem a favor dos supplicantes emquanto lhes assistiu aquelle expressado director. Falleceu este, e desde esse tempo teem os supplicantes sido perseguídos com toda a sorte de vexação; são todos em menos preço por aquelles visinhos e por elles roubados, como se vê da carta N. 2, e ultimamente esbulhados do terreno que lhes fôra mandado dar por vossa magestade por Eleuterio Delphim e outros, que a titulo de inculto obrepticia e sobrepticiamente o obteve de sesmaria com tão notoria violencia dos supplicantes que nem o terreno mesmo immediato á igreja lhes deixaram. “Representaram já os supplicantes uma vez á vossa magestade immediatamente e instruiram o que allegam com documentos; mas foi o primeiro d’aquelles requerimentos mandado a informar ao dezembargador ouvidor da comarca em 5 de Março e o 2o a 18 de julho, e ainda não foram deferidos. “E porque todo o mal vem aos supplicantes de não terem nem director nem procurador n’esta cidade que promovam os seus interesses, nem elles o podem fazer por si, porque não sabem fallar portuguez, e aos supplicantes se segue gravissimo prejuizo na demora, porque lhes vae passando o tempo de fazerem suas roças, sem as quaes não podem subsistir: “Pedem a vossa magestade que por effeitos de soberana commíseração se digne fazer-lhes a mercê de lhes mandar nomear por director o capitão Miguel Rodrigues da Costa; e restituir o terreno que lhes foi indevidamente tirado pelo expressado Eleuterio Delphin e outro:. E.R.M. — Francisco Dyonisio Fortes de Bustamante.” (23) (23) Rev. do Inst. Hist. e Geogr. do Brazil — pág. 524 — N. 15 — 1854. VALENÇA ALDEIA, Iório, Leoni.
Nascimento de Francisco Dionísio Fortes de Bustamante.
Francisco Dionísio Fortes de Bustamante
Nasceu: de 09 para 10 de outubro de 1766.
Batizado: 19 de outubro de 1766.
Local: Igreja Matriz do Pilar. São João Del Rei.
Pai: Capitão mor Manoel Antunes Nogueira.
Mãe: Rita Luisa Victória de Bustamante e Sá.
Padrinho: José Fortes de Bustamante.
Fonte:
Livro:
Pesquisa de: JOYCE MARIA BOCORNY MESSIAS em 2009.
São João Del Rei.
Nasceu: de 09 para 10 de outubro de 1766.
Batizado: 19 de outubro de 1766.
Local: Igreja Matriz do Pilar. São João Del Rei.
Pai: Capitão mor Manoel Antunes Nogueira.
Mãe: Rita Luisa Victória de Bustamante e Sá.
Padrinho: José Fortes de Bustamante.
Fonte:
Livro:
Pesquisa de: JOYCE MARIA BOCORNY MESSIAS em 2009.
São João Del Rei.
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